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Diário de Programador 18: Participe!

Uma das dicas mais simples que posso dar para quem gosta do que faz e, em especial, ao pessoal da computação e afins: PARTICIPE!

Participar?

Vamos analisar e discutir a partir da minha exeperiência de vida (afinal, é para isso que serve o diário de programador).

Na faculdade vi muitos grupos de estudo, células de aprendizado e organização de eventos acontecerem.
Não participei de nenhuma.
Não me arrependo por completo.
Porém, perto do fim do curso conheci a linguagem de programação Python pela qual me apaixonei, e movido por esse interesse descobri que na minha cidade/estado existia um grupo de estudo dessa linguagem, o PUG-PE (Python User Group – Pernambuco).
Desde que entrei faço questão de participar das discussões, tirar minhas dúvidas e ajudar a elucidar dúvidas de terceiros e, principalmente, ir para os encontros mensais!

É MUITO BOM PARTICIPAR!

Esse é um dos grandes motivos de participar de um grupo, é realmente muito bom!
Você pode aprender, conhecer gente nova, tomar umas cervejas e muito mais.
Gerar, distribuir e absorver conhecimento é muito prazeroso.
Quando você participa de algo, você tem a chance de conhecer melhor aquilo que se gosta, e tem uma excelente oportunidade de crescer como pessoa.
Também, participar ajuda no network, caso você queira trabalhar com a sua paixão!

Mas é para participar apenas de grupos de estudos?

NÃO!
Esse é apenas o exemplo que vivo atualmente, mas há muito outros lugares que você pode participar!
Projetos open source no GitHub, eventos de seu interesse, listas de discussão, forums de um jogo que você adora, clan de um MMORPG, e por ai vai!
O que importa é estar no meio de algo que você gosta, ser parte de um grupo e fazer com que o grupo cresça (não apenas em quantidade de pessoas, mas em conteúdo), que assim crescerás também!

Mas como achar um grupo? E se o grupo não existe?

Como achar um grupo?
Google é um bom começo.
Com certeza esse grupo pode estar em uma rede social, tal qual o Facebook ou Orkut.
E, com certeza, se este grupo existe, suas atividades, eventos e comentários pertinentes são divulgados no Twitter!
Basta dar uma procurada!

Se não conseguir encontrar o grupo nessas redes sociais e nem no Google, é porque o danado não existe.
A partir deste ponto, há duas soluções: desistir ou criar um grupo.
Criar um grupo pode dar trabalho, mas é um esforço recompensado.
Crie um centro de discussão, como o Google Groups ou algum forum, crie um perfil social e/ou um blog, convide seus amigos e comece a promover conteúdo e encontro!
Envolva todo mundo que goste do que você gosta.
Com certeza outros entusiastas irão aparecer para participar dos debates e eventos.

Dúvida?
Há um vídeo no YouTube que mostra a evolução do PUG-PE, contando a quantidade de participantes desde 2007 até 2011.
O conteúdo é bom, as pessoas são legais, os eventos são excelentes!
Ingredientes que fazem novos apaixonados em Python se agregarem cada vez mais ao PUG-PE.

 

Este artigo foi escrito no site CDVagabundo e pode ser lido na URL:
http://www.cdvagabundo.com.br/diariodeumprogramador/diario-de-um-programador-18-participe

Diário de um Programador 17: Um bom salário VS uma boa oportunidade

Após um bom tempo sem escrever um Diário de Programador, trago hoje um fato da minha vida que muitos me perguntam e eu sempre penso a respeito: O que vale mais, um bom salário ou uma boa oportunidade?
Claro que nesta dicotomia estou considerando que ambas as opções são para fazer algo que você realmente gosta.
Afinal, comentando o que todo mundo já sabe: “faça o que você gosta e o que te dá prazer, ou vire dona de casa”.

Trabalho, atualmente, no escritório administrativo de uma empresa que ainda não está funcionando.
A construção da fábrica dessa empresa está perto do fim e o maquinário para começar a produção está chegando. A previsão é que no segundo semestre de 2011 possamos estar funcionando com força total.
Aqui sou líder de uma grande EUquipe de programação.
Para este cargo ganho X Reais.

Alguns colegas daqui da empresa e um pessoal da faculdade me perguntam por que eu não troco de emprego.
Por que que eu não vou para uma empresa que me pague melhor e que eu tenha oportunidade de crescer profissionalmente?

É, vale salientar que dentro da empresa que estou é praticamente impossível subir profissionalmente.

Já fui convidado algumas vezes para sair daqui.
Para ir para outras empresas para fazer o mesmo, até mesmo trabalhar menos, e ganhar cerca de duas a três vezes mais como salário inicial, podendo crescer dentro da empresa.
Não fui.
Sempre digo não para essas oprotunidades.

Ai você se pergunta, Mas por que FReNeTiC?

O investimento feito na empresa que estou atualmente já passou dos R$4.000.000.000,00 (Quatro bilhões de Reais).
É ou não é uma boa empresa para se ter no currículo?
Além disso, semana passada estive do lado de 1 roteador Cisco que vale, montado, quase R$5.000.000,00 (Cinco milhões de Reais).
Também, aqui acabaram de ser montados dois blade server da HP, que devem valer juntos, e montadinhos, uns R$4.000.000, 00 (Quatro milhões de Reais).

Já viram isso funcionando?
Tem som de TeraBytes!

Além disso, aqui estou tendo a oportunidade de estar a frente das especificações e análises técnicas de uma licitação, além de ver muita coisa interessante acontecer aqui quando o assunto é TI.

Vale a pena?

Essa é a questão, vale a pena estar aqui ou invés de ir atrás de melhores salários?

Para mim vale.
Sou novo, ainda moro com a minha mãe, não tenho filhos e nem despesas expressivas.
Pondero muito sobre isso e, por enquanto, ainda vale a pena estar onde estou e ver muita coisa acontecer.
O que vejo e aprendo aqui na empresa mata muito a minha curiosidade nerd de descobrir como funciona uma super empresa, como é o TI, o planejamento, os equipamentos.
Não conheço ninguém que tem uma oportunidade parecida com a minha.

Claro que, uma hora essa oportunidade já não terá tanto peso, e ai não irá mais valer a pena.
Num futuro MUITO próximo, quero atingir objetivos maiores, ganhar mais, ter um cargo bem mais expressivo e colocar toda a minha experiência e aprendizado em prática.

Acredito que essa possa ser a dúvida de muita gente, começar logo uma carreira estável ou aprender muito?

Aqui, vale reflexão.
Eu sou muito curioso e gosto muito de aprender e ver as coisas funcionando.
Pra mim, vale muito a pena a experiência que estou tendo.

Por outro lado, conheço gente que é louca para atingir logo um cargo grande em uma empresa e ter um super salário logo quando formado.
Ou então montar a sua empresa e lutar para que ela vire uma grande empresa.
Isso também é experiência e aprendizado. Os caminhos, o esforço e o estudo que você precisa para alcançar seus objetivos, o que muitas vezes vai ser solitário e tomando muita porrada da vida, tudo isso, é bem interessante.

Essa decisão é “de momento” e “de gosto”.
Vale a pena experimentar um pouco de cada.
Afinal, ter conhecimento, experiência e fazendo o que você é apaixonado, não é palpável a qualquer um.

 

Este artigo foi escrito no site CDVagabundo e pode ser lido na URL:
http://www.cdvagabundo.com.br/diariodeumprogramador/diario-de-um-programador-17-um-bom-salario-vs-uma-boa-oportunidade

Diário de um Programador 16: escravo da tecnologia

Há apenas dois motivos para uma pessoa decidir entrar na área da tecnologia: Ou você é DOIDO ou você adora tecnologia.
Alguém pode dizer: “e a questão da necessidade?”
Acredite, necessidade nenhuma vai fazer alguém se enveredar pelo mundo tecnológico.
No meu curso de graduação, bacharelado em Ciência da Computação, o mais comum é ser doido e adorar tecnologia, tudo ao mesmo tempo.
Ou seja, somos pessoas com problemas. O nosso problema é que é muito fácil se deixar levar pela tecnologia, suas inovações e revoluções, e acabamos por virar escravos dela.

E como é possível não virar escravo?

NÃO SEI!
A tecnologia vicia!

É fácil ver o pessoal da computação, ou a famosa turma da TI, virar noites e mais noites acordados na frente do computador ou deixar a vida social de lado para estar mechendo em algum gadget.
Fazemos isso por que amamos a tecnologia, e por que é o mal da profissão (ossos do ofício).

As vezes, quando em um projeto é muito desafiador, interessante ou inovador, acabamos por misturar obrigação e prazer, trabalho e diversão.
É difícil, então, abrir mão de estar pesquisando, programando, mechendo e futucando, para estar fazendo algo tão “banal” quanto viver!
Somos atacados pela PEITICA!

Mas falando sério, é difícil não ser escravizado pela tecnologia e por toda a revolução e benefícios que elas nos trazem, mesmo que ninguém perceba.
É fácil ver nerds em suas horas livres, depois de muito estudo e trabalho, falando sobre tecnologia e todas as suas fofocas, sobre as empresas que lançam produtos, sobre gadgets e sobre revoluções feitas no core do Linux.
Esse tipo conversa é pura escravidão tecnológica!

Tá bom, e qual o problema nisso?

Qual o escravo da tecnologia que não dorme de madrugada e não acorda cedo?
Que muda seus hábitos alimentares para poder conseguir comer com uma única mão na frente do computador?

Pode não parecer, mas estamos nos matando aos poucos…
O pouco sono afeta a memória e o coração, a alimentação vai tudo para a barriga e faz celulite na bunda, e viver NA tecnologia destrói aos poucos a nossa habilidade de se socializar.
De fato, conseguimos manter amizade com os outros viciados em tecnologia como nós…

Não sei vocês, mas estou tentando me policiar, afinal passo no mínimo 14 horas diárias na frente do computador, e já ganhei 2.5 graus no meu óculos, que antes eu não usava, além de uns 17 quilinhos.
Estou tentando conquistar a minha alforria, mas só de pensar que o CDVagabundo precisa ser atualizado já começo a me preocupar se há alguma lei Áurea para a minha tecnoescravidão…

 

Este artigo foi escrito no site CDVagabundo e pode ser lido na URL:
Diário de um Programador 16: escravo da tecnologia

Diário de um Programador 15: O tempo é um inimigo

Antes de entrar na faculdade eu tinha tempo para tudo, inclusive de durmir no meio da tarde.
Sobrava-me tempo para estudar, jogar minhas 4 horas diárias de DoTA, fazer a barba, ler livros, etc.
No meu primeiro período de faculdade a quantidade de material para ler e estudar era simplesmente algo que, para mim na época, era um absurdo! Era abusivo! Era excessivo!
Mas mesmo assim, dava para ter tempo livre e vadiar do jeito que todo mundo gosta.
O tempo se passou, a dificuldade das cadeiras da faculdade aumentaram e eu arranjei um estágio…

Foi ai que descobri: O tempo é um inimigo!
Pelo menos para quem é desenvolvedor…

Quando tudo começou a ficar sério, faculdade, trabalho e namoro, o tempo decidiu dar uma pisada no acelerador.

No trabalho, toda segunda e toda sexta eu preciso reorganizar minha agenda de atividades. Simplesmente, por que nunca dá tempo para nada.
A quantidade de atividades aumenta, e ao mesmo tempo que as faço, atividades mais importantes aparecem, o que requer que eu pare tudo.
O resultado disso é que desenvolvimentos menos importantes ficam parados, esquecidos.
Acabam por ficar em Starvation.
O que é engraçado, por que um dia ele pode virar importante, necessário com urgência para alguém, e ai ele não vai estar pronto.
Sobra pro desenvolvedor.
Ai papai noel, segura o toba!

Já na faculdade, o viado do tempo pisa no freio.
São as 4 horas diárias de aula que parecem não ter fim.
COMOFAS?

Já em casa, o tempo liga o nitro…
As poucas horas que tenho livre antes de durmir passam em 15 minutos.
Sério, em cerca de 3 horas livres só dá para fazer coisas que levariam 15 minutos.
Se na noite eu assistir a um episódio de One Piece, perdi a noite toda.
E quanto mais tarde eu durmo tentando ganhar tempo, menos tempo eu tenho…

No fim de semana o tempo fica traquinas e serelepe.
Se tento estudar ou programar, o tempo passa rápido como uma bala.
100 linhas de código levam 2 horas para serem escritas.
COMO?!
2 páginas de um livro consomem 3 horas…
O tempo ao lado da minha deusa então, passa num piscar de olhos!
E ainda, na trairagem, quando não há nada para se fazer no domingo, o tempo se arrasta, o Faustão parece durar 12 horas.
É DE MORTE!

O que ando tentando aprender, e acho que todo mundo na área de computação deveria, é a conviver com isso.
Não tem como lutar contra o tempo, ele sempre vai ganhar.
O jeito é fazer como eu ando fazendo atualmente: o que eu tenho programado e não deu tempo para fazer, eu descarto…
Cai no limbo das atividades, um dia quem sabe eu tento fazer novamente.
Só não sei se meu chefe vai gostar da idéia de eu desistir do desenvolvimento de alguns projetos por que faltou tempo…

 

Este artigo foi escrito no site CDVagabundo e pode ser lido na URL:
www.cdvagabundo.com.br/diariodeumprogramador/diario-de-um-programador-15-o-tempo-e-um-inimigo

Diário de um Programador 14: Meu código fonte é a minha poesia

Como qualquer pessoa, um programador também está fadado a ter sentimentos e a ter esses sentimentos interferindo no seu trabalho.
Convenhamos, é extremamente difícil separar o emocional do profissional.
Quando se trabalha com criação então, você deve permanecer neutro, imparcial, um rochedo indestrutível e inabalável!

Quem trabalha com idéias e criações sabe que seu trabalho pode despertar emoções e idéias em outras pessoas, que pode impressionar seus colegas, ou pode simplesmente acabar com seu nome.
Como por exemplo uma peça publicitária.
Algumas propagandas de televisão ficam na nossa mente eternamente enquanto outras desejamos que nunca mais sejam transmitidas e que se possível, sejam excluídas do YouTube.

Para nós, programadores e desenvolvedores em geral, não é diferente. De fato, o público que irá ler nossas obras literárias, os nossos códigos fontes, é reduzido. São os nossos colegas de faculdade, de trabalho, a comunidade OpenSource, entre muitos outros grupos.

Meu código fonte É a minha poesia!

Meu código fonte reflete o meu dia a dia, as minhas emoções.
Quando estou feliz as linhas de comando fluem com leveza, a formatação e os comentários são escritos com desenvoltura e é até possível encontrar piadas na documentação da fonte.
Quando estou feliz, os meus packages e afins são bem mais estruturados, são sólidos, são estáveis e não dão erros de portabilidade.
Quem for “ler” meu código fonte posteriormente vai se sentir bem. Vai sentir a minha alegria ao desenvolver aquelas linhas, vai se sentir inspirado a partir daquele trabalho.
Isso não advem por que, como em uma poesia, uso palavras marcantes em frases bem estruturadas.
Longe disso.
A organização, a qualidade e o algoritmo fazem do código uma obra-prima, e convenhamos, todos nós desenvolvedores somos NERDS e adoramos ler um programa bem estruturado, que nos faz entender e invejar o programador que fez aquilo.
Queremos exalta-lo.

Do mesmo jeito, a dias que o stress fala mais alto, a falta de reconhecimento, as brigas no relacionamento… Enfim, os problemas externos ao trabalho, influem na poesia que chamamos de código-fonte.
Trechos de código escritos de má vontade, a falta de organização e comentários, documentação inexistente.
A vontade de terminar aquele programa logo, se livrar daquilo, usar aquelas linhas de código como porrete para acertar alguém e muito ódio no coração!
Isso com certeza irá transpassar para quem vier depois, que pode se sentir desmotivado, que pode vir a te odiar…

O que fazer para se manter sempre inspirado e sempre escrever uma boa poesia?

Eu enfeito a minha mesa com bonequinhos de Star Wars, tenho uma caixinha de bomboms, faço uma bagunça de papel na mesa e sempre estou de headphones.
Faço do meu ambiente de trabalho um lugar agradável, que tente me tirar dos problemas, para que a minha poesia diária se torne a melhor possível!
Pode ser que outra pessoa não vá ler meu código posteriormente, mas eu sei que eu vou ter que lê-lo.
Então, procuro fazer o melhor de mim na hora que eu estiver desenvolvendo para evitar o fatidico refactoring.

Um outro jeito muito mais divertido (mais nerd) de ver o meu código-fonte é imaginar que estou escrevendo um poema épico, onde através de um enredo bem elaborado, chamado algoritmo, tento matar o dragão, chamado problema, para conquistar o coração da princesa, que vamos chamar de reconhecimento e promoção.

 

Este artigo foi escrito no site CDVagabundo e pode ser lido na URL:
www.cdvagabundo.com.br/diariodeumprogramador/diario-de-um-programador-14-meu-codigo-fonte-e-a-minha-poesia